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Lula defende investigação do caso Banco Master: “doa a quem doer”

Presidente pede apuração de todos os envolvidos, critica “vazamentos seletivos” e afirma que sistema político e Judiciário precisam de reformas profundas

Por Redação Correio Rio · RedaçãoPublicado · Atualizado
Presidente Lula durante pronunciamento sobre o caso Banco Master
Lula defendeu investigação de todos os envolvidos no caso Banco Master, “doa a quem doer”.Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma investigação ampla sobre o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que todos os envolvidos devem ser apurados “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”. A declaração foi feita em vídeo divulgado na quinta-feira (3), em meio à crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de informações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e a integrantes da Corte.

Lula evita citar Moraes e Mendonça

Embora tenha se manifestado no momento em que a crise no STF se intensificou, Lula não citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente afirmou que o sistema político e o Judiciário precisam passar por “reformas profundas” e defendeu que as investigações alcancem todos os envolvidos, independentemente de posição ou influência.

“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou Lula.

Presidente critica vazamentos seletivos

No pronunciamento, Lula também criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” e afirmou que a democracia brasileira não pode ficar refém desse tipo de divulgação. Segundo o presidente, a condução das apurações precisa preservar a credibilidade das instituições.

Lula ainda cobrou uma atuação do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o processo seja conduzido com firmeza e transparência.

Crise do Banco Master chegou ao Supremo

A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que trouxe informações sobre mensagens e contatos envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O material ampliou a pressão política em torno do caso e aprofundou a crise dentro do STF.

A partir das informações divulgadas, o ministro André Mendonça passou a atuar em uma frente de apuração relacionada ao caso. Posteriormente, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça, alegando, entre outros pontos, abuso de autoridade e outras possíveis irregularidades. Essas acusações são objeto de controvérsia e não representam conclusões judiciais definitivas.

Lula classifica caso como grave

No vídeo, Lula classificou o episódio envolvendo o Banco Master como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha relações com pessoas poderosas. O presidente também destacou que a prisão de Vorcaro e a liquidação do banco ocorreram durante seu governo.

A declaração foi interpretada politicamente como uma tentativa de defender a necessidade de investigação sem assumir a defesa pública de nenhum dos ministros envolvidos na crise. Lula também reforçou a necessidade de preservar a confiança da população nas instituições.

Próximos passos

A crise coloca sob pressão o STF e a Procuradoria-Geral da República, enquanto diferentes autoridades são chamadas a explicar fatos relacionados às informações divulgadas no caso.

A declaração de Lula adiciona uma posição política de defesa de investigação ampla ao cenário, mas não antecipa conclusões sobre eventual responsabilidade criminal ou administrativa de qualquer pessoa citada nas apurações.

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