O governo do Rio de Janeiro publicou, neste sábado (18), uma nova lista de exonerações com 33 nomes ligados à Secretaria de Governo, ampliando o volume de cortes promovidos pela atual gestão. Com a atualização, o número total de servidores comissionados dispensados nos últimos dias se aproxima de 500, segundo dados oficiais. As exonerações fazem parte de um processo mais amplo de reestruturação administrativa conduzido pelo governador em exercício Ricardo Couto de Castro, que assumiu o cargo recentemente. Apenas nas secretarias da Casa Civil e de Governo, consideradas estratégicas dentro do Palácio Guanabara, já haviam sido desligados 459 ocupantes de cargos comissionados, funções de livre nomeação e exoneração.
Cortes Integram Plano De Redução E Auditoria
Segundo informações divulgadas, o plano prevê uma redução de aproximadamente 40% do total de servidores das duas pastas, que somam cerca de 4 mil funcionários. A estimativa é de corte de cerca de 1,6 mil cargos ao longo do processo. Parte das exonerações teria como alvo servidores que não estariam em atividade regular, conforme apuração divulgada por veículos de imprensa. A expectativa do governo é gerar economia mensal de aproximadamente R$ 10 milhões com as medidas, dentro de um pacote mais amplo de revisão de despesas públicas.
Mudanças Estruturais Incluem Nova Subsecretaria
Além dos cortes, o plano contempla alterações na estrutura administrativa, como a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que atua em conjunto com o secretário da pasta, Flávio Willeman. De acordo com informações institucionais, Pimentel já ocupou funções como subprocurador-geral do estado e teve passagens por órgãos como a Cedae e o Detran-RJ.
Auditoria Pode Alcançar Contratos Bilionários
As exonerações e mudanças estruturais foram publicadas em edições recentes do Diário Oficial e estão associadas a auditorias internas em andamento. Segundo o governo, a análise deve abranger mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. A iniciativa é classificada pela gestão como um “choque de transparência”, com foco em revisar gastos, identificar responsáveis e reorganizar a máquina pública estadual. Paralelamente, a administração também realizou nomeações para áreas estratégicas, incluindo órgãos como a Controladoria-Geral do Estado, o Instituto de Segurança Pública e o RioPrevidência. O desdobramento das medidas deve ocorrer ao longo das próximas semanas, conforme o avanço das auditorias e da reestruturação administrativa.

